DiscodeVinil.com: É uma loja? É um clube? Instituição?! Não… é um Blog!

Tenho essa url desde 2012 e confesso que já tentei abrir uma loja de discos. Mas o problema é que não consigo me desfazer de nada. Não adianta colocar na vitrine só os títulos rejeitados, ainda mais se você é um colecionador eclético. Nem é tanto meu caso, mas as vezes mesmo quando não curto o som considero o valor histórico de determinadas edições e aí fica aquela dúvida: plastifica e cataloga como parte da coleção ou não?

Aos sábados temos acostumado aqui no blog abrir nosso coração e contar sobre um pouco de nossas histórias com o disco e seu universo particular. Na primeira edição contei como comecei a colecionar as bolachas e na segunda a questão passou a ser o porquê. Deixamos aberto o espaço pra você também contar sua história. Com o tempo vamos pegando relatos dos leitores e compondo esse espaço.

Hoje o texto é pra explicar a existência desse domínio e o trabalho que vem sendo composto com paciência, mas diariamente, por aqui.

E sabe o que um blog tem muito a ver com o vinil? Ambos já foram dados como mortos. Você sabe a história do vinil, mas talvez não tenha se ligado o quanto o florescer das redes sociais tenha ocultado a existência de sites e blogs. Vários portais de notícias e sites de grande mídia sofreram com a queda drástica da audiência em urls próprias a partir do instante em que a principal fonte de informação coletiva se tornou o Facebook.

O hábito de usar o barra de endereços de um navegador, sentado a uma mesa, está se perdendo igual a de pegar um disco de vinil e ouvir até o fim, passando do lado A para o lado B. No lugar disso, abre-se o celular e embarca-se na chamada timeline, onde dali sim, o usuário viaja a um site ou outro, sempre voltando ao feed de páginas, amigos e anunciantes do Zuckerberg.

Se grandes veículos sofreram com essa mudança comportamental, imagina os pequenos domínios. Quem hoje em dia ainda acessa a pasta de favoritos e percorre a lista de blogs para se informar? Parte porque o hábito se perdeu e parte disso também acontece porque os blogs deixaram, aos poucos, de serem servidores diários de informação. Justamente pela falta de audiência.

Mas daí dizer que morreu. Aí não. O disco perdeu muito do seu público e de seu valor também, mas depois reconquistou. Será que tem alguma chance de isso acontecer com o blog? E se a resposta for não, que sentido faz estarmos construindo do zero um espaço de compartilhamento de informação como esse? Ora… minha resposta pessoal é que sim. Há chances para o blog.

Porque o compact disc de informações proporcionado pelas redes sociais nunca conseguirá, com o passar do tempo, ser melhor que o Long Play de um acervo pesado com backlinks, referências e claro, muito suor.

Então é claro que vai haver quem acompanhe só pelas redes sociais, mas se existir ao menos um apaixonado por disco, com acesso a internet mas sem paciência para facebook, ele pode se atualizar e arejar as ideias sobre bolachas por aqui, posto que todo dia vai ter conteúdo novo, podem apostar. Não aconselharia deixar seguir nossa fan-page, que também posta coisa nova todo dia. Mas o fundamental é a oportunidade de acompanhar um trabalho que, de fato, é feito mesmo para você, que lê, acessar, comentar.

Daqui a alguns anos, se você mantiver essa rotina, não duvido que um dia vamos nos esbarrar, numa loja ou feira de disco. E aí já seremos amigos, já teremos compartilhado nossas histórias, possivelmente vamos nos agradecer mutuamente. Se não fosse quem escreve, não haveria quem lesse. E a recíproca é totalmente verdadeira.

No mais, vai saber quantos anos essas famosas redes sociais vão se sustentar? Alguém apostaria que a história do Facebook não tem mínimas chances de acabar como o Orkut?

Falando nele… que saudade das comunidades de vinil. Quem lembra das comunidades? Era melhor que páginas pois funcionava através de “tópicos”, que serviam na verdade como um fórum. Na página o conteúdo se perde e o usuário tem pouco a colaborar além do comentário. A comunidade, como o próprio nome diz, era muito mais comum. Nos tópicos a galera ia alimentando conteúdos não só do dono da página, mas de centenas ou milhares de experiências.

Naquela época era mais fácil apresentar seu blog para pessoas interessadas no assunto. E se a velha guarda da época já reclamava que as pessoas estavam abandonando os livros para ler mais na internet, no computador, mal sabiam eles o que estaria por vir: uma era em que iríamos ler ainda menos no computador, para aceitar ler apenas por dispositivos móveis. É claro que reduzida a tela também se reduz o tempo em que, normalmente, a vista consegue se dispor à leitura.

Mas quantidade não é qualidade. Então tudo bem se o blog não é tão lido quanto o post disparado na timeline desvairada. Pode não ganhar em números na estatística efêmera de alcance semanal, mas o conteúdo de um blog está escrito nas profundezas de conhecimento acumulado na web.

Então basta de deixar o discodevinil.com sem uso e vamos juntos fazer dele um site especializado no assunto que não para de dar o que falar: O disco! E pra galera que chega sempre pelas formas de interação conosco perguntando se o site é uma loja, um clube ou algum tipo de instituição… a resposta é não! Pelo menos por enquanto, somos só um blog.

Então nem precisa botar nos favoritos porque esse endereço você não vai esquecer. Cola aqui no Disco de Vinil.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s