Especialista defende que Vinil não tem som melhor que o CD [Veja os 7 motivos]

Esse post pode ser que gere polêmica se você é daqueles que (como eu) defendem que o som do vinil é melhor que o do CD. O site Tufts Now tem uma coluna “Pergunta ao especialista” e o convidado dessa vez foi Paul D. Lehrman, um magistrado no assunto e diretor de um programa de Engenharia Musical. Ele fez uma lista de sete diferenças entre as duas mídias. Quer ver?

O resultado talvez não seja o que a gente esperava, mas ainda assim há motivos de sobra para preferir o vinil. Ah… e se alguém lendo isso tiver um lapso de desapego do disco, daqueles que deu no povo do século passado, e quiser se desfazer dos vinis, pode mandar pra cá!

1 – Faixa dinâmica – A diferença entre o som mais alto e mais baixo que um LP toca é de 70 decibéis. Os CDs podem variar em até 90 decibéis. Na prática, isso significa que CDs tem mais de 10 vezes a faixa dinâmica dos LPs. Entenda no que isso influi AQUI.

2 – Ruído da superfície – As partículas de poeira nos sulcos de um LP causam ruídos que estão presentes e audíveis mesmo se você limpar muito bem o vinil. Os CDs não são afetados por esse tipo de ruído porque usam feixes de luz para ler os dados da música, o que ignora as substâncias estranhas no disco. Além disso, os vinis têm um assobio gerado pelo movimento da agulha na superfície.

3 – Ruído mecânico – Toda vitrola, mesmo aquela mais cara, gera um ‘ronco’ de baixa frequência que é transmitido pelo estilete no amplificador e caixas de som. O sistema tem que trabalhar mais para lidar com essa energia de baixa frequência e que pode causar distorção em outras partes do espectro do áudio. Muitos sistemas de áudio incluem um filtro de ‘ronco’ que reduz isso mas esse filtro também remove os sons de baixa frequência do vinil, como a oitava inferior no piano ou os tons baixos do bumbo.

4 – Variação de velocidade – Ouça uma gravação de piano solo num LP e depois num CD. Aposto que você vai perceber a diferença imediatamente. O vinil depende de um sistema mecânico e qualquer sistema vai introduzir mudanças de minuto na velocidade e no tom de uma reprodução. Até um vinil que está levemente empenado ou tem o buraco que não está perfeitamente centralizado vai ter variações leves no tom. Pequenas imperfeições nas correias de uma vitrola vão causar rápidas variações de tom, conhecidas como “palpitação”. Tocadores de CD são imunes a isso porque usam buffers digitais muito precisos.

5 – Separação de canal – Em um CD, a separação entre os canais esquerdo e direito usados na gravação é maior que 90 decibéis. Nos LPs, é de 30 decibéis na melhor das hipóteses. Isso significa que os engenheiros tem uma variação mais restrita para trabalhar quando estão mixando e masterizando o áudio e o resultado, para o ouvinte, é que a “imagem” do estéreo é altamente comprimida. É pior em baixas frequências; um sinal alto de baixo em um canal de um vinil pode empurrar a agulha pra fora do sulco, então os engenheiros tem que se assegurar que as frequências do baixo estão sempre no centro.

6 – Contínuo vs “picado” – Algumas pessoas acreditam que como o áudio digital “picota” o sinal em números discretos, não dá para carregar todas as informações que um sinal analógico carrega. Mas antes que o sinal digital alcance nossos ouvidos, ele é reconstituído em uma onda analógica contínua. O processo filtra sons acima de 20kHz, que é a frequência mais aguda que os ouvidos humanos podem ouvir. No entanto, no cartucho fonográfico, amplificadores ou caixas de som podem reproduzir essas frequências de qualquer maneira. Então nada que afete o som é retirado.

7 – Longevidade – A fricção causa aquecimento, que amacia o plástico e o torna mais fácil de deformar. Isso significa que cada vez que você toca um vinil, os menores altos e baixos – as altas frequências – amolece e podem ser raspados. Quanto mais você toca, pior fica. Da mesma maneira, toda vez que a agulha encontra uma partícula de poeira, ela ‘escava’ um buraco na superfície amolecida então aquilo fica permanente. Em contraste, os CDs vão soar da mesma maneira pra sempre, a não ser que você deixe no painel do carro em um dia ensolarado. E pode sempre fazer quantas cópias você quiser.

Os CDs refletem exatamente o que os artistas gravaram no estúdio. O vinil distorce isso. Alguns ouvintes honestamente acham que os defeitos que os vinis mostram fazem eles mais atrativos. Mas de qualquer ponto de vista não há justificativa para achar o som do vinil “melhor”.

Tradução direta do TuftsNow

E aí, algo a dizer?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s